quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sistema Reprodutor Masculino

Nesse artigo eu vou discorrer sobre a anatomia e fisiologia básica do sistema genital masculino, ressaltando a importância de possuir um conhecimento geral desse sistema.

Primeiramente, devemos ter uma noção geral da localização e da função das principais estruturas que compõem esse sistema e sua interação com os órgãos próximos a ele.


Corte paramediano de um homem

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.



Corte mediano de um homem
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.


Nessas imagens destacam-se a localização das principais estruturas do sistema reprodutor masculino:
  • Os testículos;
  • As vias espermáticas (epidídimo, canal deferente e uretra);
  • As glândulas anexas (vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais);
  • E o pênis.

Testículos

Corte de testículo (com epidídimo sendo afastado)
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Os testículos são as gônadas masculinas, assim possuem duas funções primordiais, que são produzir e secretar hormônios e produzir gametas.
O principal hormônio que o testículo produz é a testosterona, responsável pelas características masculinas secundárias, como alteração da voz (para mais grave), aumento do número de pelos, crescimento de barba, pelos pubianos e axilares, aumento da massa muscular e aumento da estatura. A puberdade é marcada pelo início do aumento da secreção desse hormônio, ocasionando tais alterações gradativamente no adolescente.
A outra função dos testículos é a produção dos gametas masculinos, os espermatozoides. E faz isso muito bem, pois produz cerca de 3 milhões de espermatozoides por hora! Em uma ejaculação há de 200 a 600 milhões de espermatozoides! Não se preocupem garotos, todo o excesso de espermatozoides não ejaculados são naturalmente degradados e reabsorvidos pelo seu organismo.

Agora que já sabemos a função dos testículos precisamos saber onde tudo isso ocorre.

Organização dos túbulos no testículo
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

Como vocês podem ver na imagem, o testículo é formado por um emaranhado de túbulos que se contorcem e se enrolam formando vários novelos compartimentalizados (lóbulos). Esses pequenos tubos são chamados de túbulos seminíferos e é no decorrer de todos esses túbulos e suas voltas que os espermatozoides são produzidos através do processo da espermatogênese.
Já a testosterona é produzida por um tipo celular específico (Células de Leydig) que se localizam do lado de fora desses túbulos, no tecido de sustentação. Esse é um dos motivos que mesmo quando há algum problema na produção de espermatozoides, a produção de testosterona continua normalmente, mantendo os caracteres masculinos secundários.
Por fim, vale lembrar que os testículos estão protegidos por uma bolsa, o escroto, o que é mantido fora da cavidade corporal para manter uma temperatura testicular de 2 a 3º Celsius abaixo da corpórea, garantindo uma boa produção de espermatozoides.


Vias Espermáticas
São os caminhos que os espermatozoides e os líquidos secretados terão que passar até saírem no ejaculado.
Para estudarmos, irei descrever esses caminhos desde a formação dos espermatozoides até o momento da ejaculação:

  1. Os espermatozoides que foram formados na espermatogênese são armazenados no epidídimo (há somente 1 por testículo) para terminarem o seu amadurecimento.;
  2. Quando há o estímulo ejaculatório, os espermatozoides passam a migrar pelo ducto deferente;
  3. Momentos antes de chegar na uretra prostática (aquela que a próstata envolve), os espermatozoides recebem o líquido seminal da vesícula;
  4. Em seguida, a próstata também secreta seus componentes no líquido seminal;
  5. Deixando a uretra prostática, agora é a vez das glândula bulbouretrais de liberarem seu conteúdo contribuindo para o líquido que estava sendo formado;
  6. Assim, o sêmen formado termina de passar pela uretra no pênis e a ejaculação acontece.

As Glândulas Anexas
Visão Posterior das Glândulas Anexas
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.




As glândulas anexas são as estruturas que irão produzir e secretar os diferentes componentes do líquido que acompanhará os espermatozoides.
As primeiras secreções a compor esse líquido são as das Vesículas Seminais, é a secreção mais abundante do sêmen, responsável por 50 a 70% dele. É um líquido nutritivo (rico em açucares) e fluído, servindo como energia para os espermatozoides e facilitando o seu movimento.
Logo em seguida a próstata contribui com sua secreção básica (neutralizando a acidez da uretra e vaginal, o que mataria os espermatozoides), além de ter propriedades que irão diminuir a viscosidade do sêmen, facilitando sua mobilidade geral.
Por último, as glândulas bulbouretrais secretam sua secreção que contem muco lubrificante.


O Pênis
Estruturas Externas
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

O pênis é o órgão responsável por depositar o conteúdo ejaculatório dentro da vagina, o mais próximo possível da entrada do útero, para que os espermatozoides possam chegar até o gameta feminino para a fecundação.
Externamente, o pênis possui algumas estruturas, que são:

  • Prepúcio, responsável pela proteção do pênis, principalmente quando não está erétil;
  • Glande, conhecida como a "cabeça do pênis", tem a função de levar a abertura da uretra até o ponta do pênis;
  • Óstio Externo da Uretra, é a abertura da uretra, por onde o homem urina e ejacula.

Internamente, o pênis é formado pelos corpos cavernosos e o corpo esponjoso, como na imagem de dissecção:
Dissecção Profunda do Pênis
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Esses corpos funcionam como esponjas, pois possuem diversas cavernas que armazenam o sangue e dilatam o pênis durante a ereção, conforme o estímulo nervoso. Se houver alguma falha tanto no sistema de veias e artérias (que irão levar e trazer o sangue para o aprisionamento), quanto nesses corpos com cavidades ou ainda no sistema de estímulo neuronal, o homem pode não conseguir uma ereção satisfatória.


Fontes
  • MOORE, K. L., DALLEY, A. F. Anatomia orientada para a clínica, 5ª ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan SA, 2007. 
  • GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier Ed., 2006. 
  • NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 4ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.


Dúvidas?

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