domingo, 30 de setembro de 2012

Tricomoníase


                 Hoje, leitores, falaremos sobre a doença não-viral mais comum no mundo e uma das maiores causas de vaginite em mulheres: a tricomoníase! É isso mesmo. Essa DST, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, é muito mais incidente do que as pessoas imaginam. Desse modo, vamos nos informar mais sobre ela.

                Primeiramente, a tricomoníase infecta apenas humanos e é transmitida, principalmente, por relações sexuais desprotegidas entre homem/mulher e mulher/mulher, sendo muito rara a infecção pelo sexo entre dois homens, ainda não se sabe o porquê. Por outro lado, não é comum a transmissão do Trichomonas vaginalis através de toalhas usadas, roupas íntimas e assentos de vasos sanitários, ainda que exista a chance de infecção por essas vias. Isso ocorre porque esse protozoário sobrevive pouco tempo no meio externo.
                Assim, quando uma pessoa entra em contato com o Trichomonas vaginalis, ele passa a habitar a vagina e/ou uretra do hospedeiro, causando sintomas característicos. Nas mulheres, os sintomas incluem a vaginite, que é a inflamação da mucosa vaginal associada à coceira, dor para urinar e fazer sexo e corrimento amarelo-esverdeado de cheiro desagradável. Já para os homens os sintomas geralmente não se manifestam, fazendo deles disseminadores desavisados da doença. Entretanto, se os homens manifestarem algum sintoma, este será a uretrite, levando à dor para urinar e corrimento.
                O diagnóstico da tricomoníase é feito através do quadro clínico, do exame ginecológico, em que se observa a vagina inflamada e com pequenas úlceras, e, ainda, pela análise da secreção vaginal ou uretral sobre o microscópio, pois é possível identificar o protozoário nessas amostras em 70% dos casos. Contudo, se o quadro clínico for indicativo de tricomoníase e o exame microscópico da secreção for negativo, pode-se solucionar o caso com uma cultura dessa secreção, que fica pronta em uma semana.

Trichomonas vaginalis
                
                Dessa forma, se constatada a presença do Trichomonas vaginalis, o tratamento é simples e deve ser feito, pois, além de incômoda, a tricomoníase aumenta as chances de infertilidade feminina, câncer de colo de útero, parto prematuro e doença inflamatória pélvica. Além disso, as úlceras que o protozoário causa na vagina facilitam a infecção por outras DSTs, como HIV, HPV, herpes, gonorréia, dentre outras. Assim, cura-se a infecção com o uso de medicamentos chamados imidazóis, dentre eles o metronidazol e o tinidazol, de acordo com prescrição médica. E lembre-se: o parceiro sexual deve sempre ser tratado, em especial os homens, que não manifestam sintoma.
                Por hoje era isso leitores. Espero que tenham esclarecido as dúvidas sobre mais essa DST. E não esqueçam: a melhor prevenção para a tricomoníase é a camisinha. Junte-se a nós no combate a essa infecção, tão presente nos consultórios médicos!


Referências bibliográficas:
NEVES, David - Parasitologia Humana 11ª edição.

                                



Dúvidas?

Nenhum comentário:

Postar um comentário